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Para quem é

Tabelas que chegam inteiras à sua nota

Conversor genérico de HTML para Markdown quebra justamente nas tabelas que importam – as que têm lista, link ou trecho de código dentro da célula. O Clean Clipper escreve a tabela por conta própria e achata o conteúdo da célula em vez de derrubar a linha. Num corpus de quinze tabelas ele manteve doze, contra sete de cada motor comparado.

A tabela que desaba na colagem

O número que você precisa está numa tabela de painel estatístico. Você captura, cola e a grade virou uma coluna só: valor, nota de rodapé e unidade empilhados sem separação. Uma célula tinha uma lista dentro e levou a linha inteira junto. Para não perder a tarde, você acaba digitando os números à mão e conferindo duas vezes, que é o tipo de trabalho onde o erro entra sem avisar.

A outra armadilha é a tabela que não é tabela. Muito site usa grade só para posicionar bloco na tela, e o conversor reproduz aquilo como se fosse dado. A sua nota fica com uma matriz de células vazias em volta de um parágrafo, e a tabela de verdade, três seções abaixo, chega quebrada. Você desconfia de tudo que foi capturado e volta a conferir na fonte.

O terceiro problema não é de conversão, é de tempo. Série estatística é revisada: o painel que você consultou em março mostra outro valor em setembro, porque a base foi atualizada, o método mudou ou o dado preliminar virou definitivo. Quando alguém questiona um número do seu relatório, você precisa saber se errou na leitura ou se a série mudou por baixo – e essa pergunta só tem resposta se existir uma cópia datada do que o painel mostrava naquele dia.

O que muda nos seus dados

Uma tabela de painel estatístico como ela chega ao arquivocidades.ibge.gov.br/brasil/panorama
| Indicador | Brasil |
| --- | --- |
| População (Censo 2022) | 203.080.756 |
| Municípios | 5.570 |
| Área territorial | 8.510.417,771 km² |
| Densidade demográfica | 23,86 hab/km² |

Preparar para trabalho com dados

A configuração é uma vez só, e aqui ela serve a dois objetivos ao mesmo tempo: a tabela precisa chegar íntegra, e o arquivo precisa dizer de quando é o número.

  1. Instale a extensão e abra as opções pelo botão direito no ícone. Confira que o atalho Alt+Shift+M está livre em chrome://extensions/shortcuts.
  2. Aponte a pasta de destino para o diretório do projeto de análise, junto dos scripts e das planilhas. A captura vira insumo versionado, e não um anexo perdido em downloads.
  3. Coloque {date}-{domain}-{title} no modelo de nome. A data da consulta na frente é o que permite comparar duas leituras do mesmo painel quando a série for revisada.
  4. Ligue source, date e extraction no frontmatter e desligue author. Painel estatístico não tem assinatura, e um campo vazio em todo arquivo é ruído no seu processamento.
  5. Coloque imagens em ignorar. Gráfico é imagem: ele não vira dado na captura de qualquer forma, e o link ainda ocupa linha no meio da tabela.
  6. Antes de capturar, role a página até a tabela aparecer inteira e expanda o que estiver recolhido. O que não foi renderizado não existe para a extensão, e tabela paginada só entrega a página visível.

Ajustes de quem trabalha com números

Estes valores partem de duas exigências que se contradizem menos do que parece: a tabela precisa colar limpa numa planilha, e o arquivo precisa continuar rastreável meses depois.

ConfiguraçãoValorPor que esse valor aqui
PastaO diretório do projeto de análiseA captura vira insumo versionado ao lado do script que a consome
Modelo de nome`{date}-{domain}-{title}`Duas leituras do mesmo painel viram dois arquivos comparáveis
Frontmatter`source`, `date`, `extraction` ligados; `author` desligadoPainel não tem assinatura; o que importa é a origem e o caminho de extração
ImagensIgnorarGráfico não vira dado, e o link ainda ocupa linha no meio da tabela
CapturaPor seleção, sobre a tabelaO relatório inteiro em volta não ajuda a colar numa planilha
Clique no íconeAbrir a janela de capturaVer a tabela montada antes de gravar evita levar uma grade quebrada para a análise
Cabeçalho de dois níveis: a mescla é achatada, e a nota de rodapé continua na célulaum painel estatístico com cabeçalho mesclado
| Município | População 2022 | Domicílios 2022 | Densidade (hab/km²) |
| --- | --- | --- | --- |
| Município A | 412.530 | 138.900 | 1.204,7 |
| Município B | 98.771 (1) | 33.410 | 87,2 |
| Município C | 1.203 | 402 | 4,9 |

(1) Dado preliminar, sujeito a revisão.

O original trazia "Censo 2022" mesclado sobre duas colunas. O Markdown não
expressa mescla, então o rótulo foi achatado para dentro de cada coluna.
Vírgula decimal e ponto de milhar chegam como estavam na página.

Três leituras de painel

O panorama municipal que vira linha de planilha

Você está num painel de indicadores municipais e precisa de cinco linhas de uma tabela de vinte. Seleciona só a parte que interessa e captura a seleção. O Markdown chega com cabeçalho, e cola direto numa planilha como colunas separadas.

Nenhum número foi digitado, e é aí que está o ganho real: digitação é onde entra o erro que ninguém revisa. O arquivo fica na pasta do projeto com o endereço e a data da consulta no cabeçalho.

A tabela que quebrava em qualquer conversor

O relatório traz uma tabela com lista de categorias dentro de uma célula e um link de metodologia em outra. Conversor genérico desaba a linha inteira; aqui a célula é achatada em texto e a linha se mantém.

No corpus de quinze tabelas o serializador manteve doze, contra sete de cada motor comparado. As três que ele não manteve tinham estrutura que o Markdown simplesmente não expressa, e isso está dito em vez de escondido.

A revisão da série, seis meses depois

Em março você capturou o painel; em setembro captura de novo, e o valor de um município mudou. Os dois arquivos estão lado a lado, com datas de consulta diferentes e o mesmo source.

A comparação de texto entre eles mostra exatamente qual célula mudou. O relatório de março deixa de ser um erro seu e passa a ser uma leitura correta de uma série que foi revisada – que é uma frase que só se sustenta com o arquivo na mão.

Comparado com o jeito usual

Cada uma destas rotas tira um número de uma página e coloca numa análise. A terceira coluna diz o que cada uma cobra, sem exceção para esta extensão.

Como se faz hojeO que chega na análiseO que custa
Digitar à mãoExatamente os números que você quisÉ onde o erro entra sem avisar, e ninguém revisa duas vezes
Copiar e colar direto na planilhaAs células, quando dá certoCélula com lista ou nota derruba a linha, e o resultado depende do site
Exportar CSV do próprio painelDados prontos para processarSó existe quando o painel oferece, e traz o recorte que ele decidiu
Print da tabelaA grade como ela apareceNão entra em planilha, não entra em busca e corta o que passou da tela
Conversor genérico de HTMLMarkdown, com a estrutura que sobreviverQuebra justamente nas células que importam: as que têm lista, link ou código
Clean ClipperTabela GFM com cabeçalho, notas e endereço da fonteNão exporta CSV nem XLSX; célula mesclada é achatada e o que não está renderizado não é capturado

Quando a tabela sai torta

Por que a tabela não apareceu no arquivo?

Quase sempre porque ela não estava renderizada no momento da captura. Painel que carrega o corpo da tabela ao rolar, ou que só monta a grade depois de você escolher um filtro, não tem aquilo no DOM antes disso. Role até o fim, aplique o filtro, confirme na tela e capture então. Tabela desenhada em canvas não é capturada de jeito nenhum, porque ali não existe texto.

Por que veio texto corrido onde havia uma tabela?

Porque aquilo era uma grade de layout, e não uma tabela de dados. Muito site usa marcação de tabela só para posicionar blocos na tela; reproduzir isso como tabela geraria uma matriz de células vazias em volta de um parágrafo. A extensão desembrulha esses casos de propósito, e o conteúdo fica.

Por que o cabeçalho de dois níveis virou um só?

Porque o Markdown não tem célula mesclada. Quando a tabela original traz um rótulo abrangendo duas ou três colunas, ele é achatado para dentro delas: o conteúdo é preservado e a fusão visual não. Em tabela com cabeçalho complexo vale conferir o resultado antes de levar para a análise.

Por que os números vieram com vírgula decimal e ponto de milhar?

Porque a extensão não normaliza nada: o que estava na página é o que chega ao arquivo. Ela não recalcula, não reordena e não converte formato numérico – inclusive porque adivinhar se 1.203 é mil e duzentos ou um vírgula dois destruiria mais dados do que salvaria. A conversão é do seu processo, e agora ela é sobre texto, não sobre digitação.

O que ele não faz

Ele não exporta CSV nem XLSX: a saída é tabela em Markdown, e a conversão para planilha é sua. Não lê tabela desenhada em imagem, nem gráfico – figura continua como link de imagem. Célula mesclada é achatada, porque o Markdown não sabe expressar mescla. E ele não recalcula, não ordena e não valida nada: o que estava na página é o que chega ao arquivo, inclusive o erro que já estava lá.

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Perguntas

O que acontece com tabela usada só para layout?
Ela é desembrulhada. Reproduzir uma grade de posicionamento como tabela Markdown só gera ruído, então o conteúdo fica e a grade não.
Célula mesclada funciona?
Não, e não tem como. O Markdown não tem célula mesclada, então elas são achatadas: o conteúdo é preservado e a mescla visual não.
Dá para capturar só a tabela?
Dá. Selecione a tabela na página e capture a seleção – o resto do relatório fica de fora.
Dá para exportar em CSV?
Não. A saída é Markdown. Como a tabela sai bem formada, colar numa planilha ou converter por script é direto.
E tabela que carrega por JavaScript depois da página abrir?
Vem normalmente, porque a extensão lê o DOM depois da renderização. Se a tabela está na sua tela, ela está no arquivo.
Ele converte os números para um formato padrão?
Não. Nada é recalculado, reordenado ou reformatado: vírgula decimal, ponto de milhar e unidade chegam como estavam na página. Adivinhar formato numérico destruiria mais dados do que salvaria.
As notas de rodapé da tabela vêm junto?
Vêm, tanto as marcações dentro das células quanto o texto abaixo da tabela, quando ele faz parte do corpo do artigo. É o que impede o número de chegar à análise sem a ressalva que o acompanha.
Tabela dentro de uma aba fechada é capturada?
Não enquanto estiver fechada. O que a extensão converte é o que o navegador renderizou; conteúdo que só entra no DOM quando você clica precisa ser aberto antes da captura.
Dá para capturar várias tabelas de um relatório longo?
Dá, em uma captura só, quando elas estão na mesma página: a extensão converte todas as que estiverem no corpo do artigo. O que não existe é rastreador para percorrer o relatório inteiro página por página.
Serve para registrar a data em que consultei um indicador?
Serve do seu lado: a data da consulta entra no nome do arquivo pelo {date} do modelo e a data publicada fica no campo date do cabeçalho. As duas nunca se misturam, e nenhuma delas é carimbo de tempo de terceiro.