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Para quem é

Guarde o que você lê num formato que abre sempre

Favorito aponta para página que muda ou some. Uma captura é o texto em si, num formato sem dono e sem prazo de validade, guardado onde você decidir. A extensão não faz nenhuma requisição de rede, então não existe conta para expirar nem servidor para desligar.

A biblioteca que evapora sozinha

Dez anos de leitura viram uma pasta de favoritos com mil e duzentos links. Você abre dez ao acaso: dois dão 404, três foram para trás de cadastro, um virou outra coisa e o blog que tinha o melhor texto sobre o assunto saiu do ar quando o autor cansou de pagar hospedagem. O que você achava que estava guardado nunca esteve – você guardou endereços, não conteúdo.

Os serviços de “ler depois” não resolvem, só mudam o dono do problema. O acervo fica na base de outra empresa, no formato dela, e sai de lá em exportação capenga quando o produto é descontinuado ou o plano gratuito acaba. Você troca a dependência do site original pela dependência de mais um intermediário que também pode fechar.

Quando o acervo enfim existe, o problema muda de lugar: guardar deixa de ser o difícil e achar passa a ser. Mil arquivos chamados documento-sem-titulo numa pasta única é o mesmo que não ter guardado, e um texto sem endereço e sem data no cabeçalho não se sustenta numa conversa nem numa citação. O que separa acervo de amontoado são duas coisas baratas na hora da captura e caras depois: um nome de arquivo previsível e três campos de procedência.

O que muda no seu acervo

Sem data na página, o campo fica vazio em vez de receber hojegov.br/arquivonacional
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title: "Preservação digital – Arquivo Nacional"
source: "https://www.gov.br/arquivonacional/pt-br/"
author: "Arquivo Nacional"
date: ""
extraction: "dom"
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Formato aberto, documentado e amplamente adotado é requisito para que o
documento continue legível décadas depois.

Montar o acervo do zero

Dez minutos de configuração agora valem por anos de acervo. As duas decisões que importam são o nome do arquivo e quais campos de procedência ficam ligados.

  1. Instale a extensão e abra as opções pelo botão direito no ícone. Não há conta para criar: a extensão não faz requisição de rede nenhuma.
  2. Aponte a pasta de destino para um diretório que a sua rotina de backup já cobre. Um acervo fora do backup é um acervo que existe até o primeiro disco falhar.
  3. Coloque {date}-{domain}-{title} no modelo de nome de arquivo. Os três juntos fazem a pasta funcionar como índice: ordem cronológica, origem visível e assunto legível, sem programa nenhum no meio.
  4. Ligue todos os campos do frontmatter. Num acervo de longo prazo, extraction é o campo que explica por que dois arquivos do mesmo site saíram diferentes, cinco anos depois de você ter esquecido o assunto.
  5. Decida a regra de subpasta antes da centésima captura: por domínio, por assunto ou por ano. Qualquer uma funciona; o que não funciona é mudar de critério no meio e ficar com metade do acervo em cada esquema.
  6. Capture uma página de teste e abra o arquivo num editor de texto simples, sem nenhum programa de notas. É assim que ele vai ser lido daqui a dez anos, e é bom confirmar hoje que ele se lê sozinho.

Ajustes de quem guarda para durar

Estes valores partem de uma pergunta só: alguém consegue ler e entender este arquivo daqui a dez anos, sem esta extensão, sem este computador e sem a sua memória?

ConfiguraçãoValorPor que esse valor aqui
PastaUm diretório coberto pela sua rotina de backupAcervo fora do backup dura até o primeiro disco falhar
Modelo de nome`{date}-{domain}-{title}`A pasta vira índice: ordem, origem e assunto sem abrir nada
SubpastaUm critério só – por domínio, assunto ou anoMudar de critério no meio deixa metade do acervo em cada esquema
FrontmatterTodos os campos ligados`extraction` explica, anos depois, por que dois arquivos do mesmo site diferem
ImagensManter como linkO link registra qual figura existia, mesmo quando ela já não abre
Clique no íconeSalvar na pastaAcervo se forma por hábito, e cada clique a mais é uma captura que não aconteceu
Captura de 2019: o texto está inteiro, e as imagens nunca estiveram no arquivoum arquivo antigo, do site de um blog que saiu do ar
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title: "Por que arquivos abertos sobrevivem a formatos proprietários"
source: "https://blog-que-saiu-do-ar.com.br/formatos-abertos"
author: ""
date: "2019-06-11T00:00:00.000Z"
extraction: "jsonld-articlebody"
---

Formato documentado e amplamente adotado é o que permite que o documento
continue legível quando o programa que o criou não existir mais.

![](https://blog-que-saiu-do-ar.com.br/img/grafico-formatos.png)

O texto abre normalmente sete anos depois. A imagem não: ela sempre foi um
link, o site saiu do ar, e a extensão não baixa arquivo binário. Quando os
pixels importam, eles precisam ser salvos à parte, no dia da captura.

Três anos de acervo

A leitura de hoje que vira consulta daqui a três anos

Você lê um texto longo sobre um assunto que ainda não é seu problema, captura e esquece. O arquivo cai na pasta com data, domínio e título no nome, e endereço e data de publicação no cabeçalho.

Três anos depois o assunto vira seu problema. Uma busca por palavra dentro da pasta devolve o texto e mais quatro que você tinha esquecido de ter lido. O endereço original, verificado no mesmo dia, responde com erro.

Duas capturas da mesma página, com dois anos entre elas

Uma política de plataforma que você acompanha foi capturada em 2024 e de novo em 2026. Os dois arquivos estão lado a lado; o segundo entrou com sufixo numérico e o primeiro ficou intacto.

A comparação de texto entre os dois mostra os parágrafos que mudaram. Não é um serviço de monitoramento – foi você quem capturou nas duas vezes –, mas é um registro que nenhum favorito e nenhum serviço de leitura posterior teria produzido.

A migração de computador que não perde nada

Você troca de máquina. O acervo é uma pasta de arquivos de texto: copiar é copiar, e não há exportação, formato intermediário nem conta para transferir.

No computador novo, os arquivos abrem no editor que estiver instalado. A extensão precisa da permissão de pasta de novo, porque essa permissão vive no perfil do navegador – e é a única coisa que precisa ser refeita.

Comparado com os jeitos de guardar

Cada uma destas formas de guardar leitura tem gente satisfeita usando. A terceira coluna diz o que cada uma cobra, e a última linha não se poupa.

Como se guarda hojeO que fica guardadoO que custa
Favoritos do navegadorEndereços organizados em pastasEndereço não é conteúdo: em dez anos, boa parte deixa de abrir
Serviço de ler depoisOs textos, limpos, num aplicativoO acervo fica na base de outra empresa, e sai de lá pela exportação que ela oferecer
Serviço de arquivamento da webA página com carimbo de tempo públicoDepende do serviço aceitar a página, e o que está atrás de login não entra
Salvar a página completa em HTMLTexto, layout e arquivos, offlineUma pasta por página, pesada, e difícil de pesquisar em conjunto
Imprimir em PDFUma cópia paginada e estávelNão se compara linha a linha, e o texto extraído depende do gerador
Clean ClipperArquivos `.md` com frontmatter na sua própria pastaSem aparência, sem imagens, sem captura automática – e o backup continua sendo tarefa sua

Quando o acervo envelhece mal

Por que a imagem não aparece numa captura antiga?

Porque ela nunca esteve no arquivo. A extensão guarda o link, não os pixels, e o link deixa de resolver quando o site sai do ar, muda de endereço ou passa a bloquear exibição a partir de outra origem. O texto continua inteiro. Quando a figura é parte do que você quer guardar, salve a imagem à parte no dia da captura – é a limitação mais importante desta ferramenta para quem arquiva.

Por que tanta captura está com o campo date vazio?

Porque muitos sites não declaram data de publicação nos metadados, mesmo mostrando uma data na tela. A extensão lê os metadados e não deduz do texto; preencher com o dia da captura encheria o acervo de datas falsas que ninguém conseguiria distinguir das verdadeiras depois. A data em que você capturou está no nome do arquivo, e essa sempre existe.

Por que o navegador pediu a pasta de novo?

Porque a permissão de gravar numa pasta vive no perfil do navegador, e não no disco. Ela se perde ao limpar dados do navegador, ao trocar de perfil, em janela anônima e quando a pasta muda de lugar. Reapontar leva dez segundos, e os arquivos já gravados não são afetados: eles não dependem da extensão para nada depois de escritos.

Como eu sei que um arquivo do acervo não foi alterado?

Pela extensão, não sabe. Não há assinatura, carimbo de tempo nem soma de verificação: é um arquivo de texto comum, editável como qualquer outro no seu computador. Quem precisa de integridade verificável adiciona isso por fora – versionamento, backup com histórico ou soma de verificação da pasta. Vale dizer com clareza porque é justamente onde um acervo pessoal se distingue de um arquivo institucional.

O que ele não faz

Ele salva o texto, e não a página: sem layout, sem print e sem os arquivos de mídia. Imagem fica como link para o site original, então a figura some quando aquele site sair do ar – se você quer os pixels, salve à parte. Não é arquivo web com carimbo de tempo, e não substitui um serviço de arquivamento. Não faz backup nem sincroniza: os arquivos são seus, e cuidar deles também.

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Perguntas

E se a extensão parar de ser mantida?
Seus arquivos não mudam em nada. É Markdown comum na sua pasta, sem nenhuma dependência da extensão depois de gravado.
Ele salva as imagens?
Ele salva os links das imagens, que continuam apontando para o site original. Se você precisa dos pixels, salve à parte – a extensão não baixa arquivo binário.
Tem limite de quanto eu posso capturar?
Não. Não há limite de páginas, não há cota diária e não há conta.
Como eu acho uma nota daqui a cinco anos?
Pela busca por palavra do seu sistema ou do seu editor. Como o nome do arquivo pode trazer título, domínio e data, a pasta já fica navegável sem nenhum programa especial.
Isso substitui um serviço de arquivamento da web?
Não. Não há carimbo de tempo de terceiro nem registro da aparência da página. É o texto e a procedência dele, no seu disco.
Por que Markdown, e não HTML ou PDF?
Porque é texto puro com uma convenção de marcação mínima: abre em qualquer editor, entra em qualquer busca do sistema, ocupa quilobytes e continua legível mesmo que nenhum renderizador exista. HTML guarda o layout junto e envelhece com ele; PDF congela a página e resiste à comparação linha a linha.
Ele faz backup ou sincroniza sozinho?
Não faz nem uma coisa nem outra. Ele grava um arquivo na pasta que você escolheu, e daí em diante o cuidado é seu – o que também significa que não há serviço no meio para mudar de política, cobrar ou encerrar.
Dá para guardar página que exige login?
Dá, porque a extensão lê a página que o seu navegador já renderizou para a sua sessão. É justamente o material que serviço de arquivamento público não alcança, e ele não sai da sua máquina: não há requisição de rede nenhuma.
Como eu organizo um acervo que já passou de mil arquivos?
Pelo nome do arquivo e pela subpasta, definidos antes de crescer. Com {date}-{domain}-{title} a pasta já é um índice cronológico com a origem visível, e a busca por palavra do próprio sistema faz o resto – sem depender de nenhum programa específico continuar existindo.
E se um dia eu quiser sair do Markdown?
Você sai sem pedir licença a ninguém. São arquivos de texto com um cabeçalho YAML: qualquer conversor, script ou programa de notas importa a partir daí, e não há exportação para solicitar nem formato proprietário para decifrar.