Clean Clipper Instalar no Chrome – grátis

Para quem é

Direto no seu vault do Obsidian, sem plugin

Quase todo caminho até o Obsidian passa por um plugin da comunidade, uma REST API local ou um esquema de URI, e cada um deles é mais uma peça para manter funcionando. O Clean Clipper grava o arquivo sozinho, numa pasta à qual você deu acesso uma vez, usando a File System Access API do navegador. O arquivo simplesmente aparece lá.

A distância entre a aba e a nota

A ideia é boa: tudo que você lê vira nota, e o vault vira a sua memória. Na prática, entre a aba aberta e o arquivo no vault existem seis passos. Copiar, criar a nota, colar, apagar o menu que veio junto, digitar o endereço da fonte, renomear o arquivo. Nas primeiras semanas você faz; depois de um mês, deixa a aba aberta e promete voltar.

Quem tenta automatizar troca o trabalho manual por manutenção. Plugin da comunidade que para de funcionar na atualização, servidor local que precisa estar de pé, link obsidian:// que falha em endereço com caractere especial. E todos eles exigem o Obsidian aberto no momento da captura – justamente quando você está com trinta abas e nenhuma vontade de abrir mais um programa.

O nome do arquivo é uma decisão que você só toma uma vez, e quase todo mundo toma sem perceber. O Obsidian liga as notas pelo nome do arquivo, então todo [[wikilink]] que você escreveu para uma captura quebra no dia em que ela for renomeada – e uma nota chamada Home ou Sem título 4 vai ser renomeada. Definir o modelo antes da primeira captura, e não depois de duzentas, é a diferença entre um vault em que dá para linkar e uma pasta que você só consegue pesquisar.

O que muda no seu vault

A nota como ela chega ao vault, em Referência/file-system-api.mddeveloper.mozilla.org/pt-BR/docs/Web/API/File_System_API
---
title: "File System API - APIs da Web | MDN"
source: "https://developer.mozilla.org/pt-BR/docs/Web/API/File_System_API"
date: "2024-03-18T00:00:00.000Z"
extraction: "dom"
---

A File System API permite ler, gravar e gerenciar arquivos no sistema de
arquivos do dispositivo.

Apontar o vault em cinco minutos

A configuração é uma vez só, e depois some do caminho. O que decide a qualidade do vault daqui a um ano são duas escolhas feitas aqui: a subpasta e o modelo de nome de arquivo.

  1. Instale a extensão e abra as configurações: botão direito no ícone, depois Opções. Elas abrem numa aba comum do navegador.
  2. Em onde salvar, escolha “pasta no disco” e aponte para o diretório do seu vault. O Chrome mostra a caixa do sistema pedindo autorização para gravar ali; ela aparece uma vez e a permissão fica guardada para aquele perfil.
  3. Escreva Clippings no campo de subpasta. Assim o material de fora do seu vault entra num lugar só, e você pode excluir essa pasta da busca de notas próprias enquanto ainda não revisou o que chegou.
  4. Coloque {date}-{title} no modelo de nome. A data na frente faz a pasta ficar em ordem cronológica sozinha, e o título depois mantém o [[wikilink]] legível quando você linkar para a nota.
  5. No bloco de frontmatter, deixe ligados title, source, date e extraction. São os quatro que o Obsidian mostra como propriedades e por onde as consultas do Dataview conseguem filtrar.
  6. Em o que o clique no ícone faz, escolha “salvar na pasta” quando já tiver confiança na saída. Enquanto estiver aprendendo, deixe na janela de pré-visualização e confira no modo de leitura antes de gravar.

Ajustes de quem vive no vault

Estes valores partem de um vault que já existe e tem notas suas dentro. A ideia é que a captura entre sem se misturar com o que você escreveu.

ConfiguraçãoValorPor que esse valor aqui
Onde salvarPasta no disco – a raiz do vaultO arquivo aparece no vault sem plugin, sem servidor local e sem o Obsidian aberto
Subpasta`Clippings`Separa o que é de fora do que é seu, e dá uma pasta só para revisar depois
Modelo de nome`{date}-{title}`A pasta se ordena sozinha e o wikilink continua legível
Frontmatter`title`, `source`, `date`, `extraction` ligadosSão as propriedades que o Obsidian exibe e o Dataview consegue filtrar
Regra por site`reddit.com` → subpasta `Clippings/threads`Discussão envelhece diferente de referência e não deve entrar no mesmo balaio
ImagensManter como linkA nota fica leve; o vault não engorda com binário que a extensão não baixa mesmo
A regra por site mandou a thread para a subpasta delaVault/Clippings/threads/2026-04-02-notas-em-texto-puro.md
---
title: "Por que eu voltei para notas em texto puro"
source: "https://www.reddit.com/r/brdev/comments/…"
date: "2026-04-02T18:41:00.000Z"
extraction: "dom"
---

**u/arquivomorto** (412 pontos)

Cinco anos migrando de aplicativo me ensinaram que o formato dura mais que o app.

> **u/ctrlz_** (88 pontos)
> Até você precisar de backlink em dez mil arquivos.

> > **u/arquivomorto** (140 pontos)
> > `grep -rl "[[assunto]]" .` não é elegante, mas nunca me deixou na mão.

Três capturas no vault

A leitura de domingo que vira nota de segunda

Você lê um ensaio longo no fim de semana, aperta Alt+Shift+M e fecha a aba. O arquivo cai em Clippings como 2026-04-12-o-fim-do-papel-timbrado.md, com título, endereço e a data que a página trazia nas propriedades. O Obsidian está fechado o tempo todo.

Na segunda, quando você abre o vault, a nota já está indexada. Você escreve o seu comentário por cima, cria um [[wikilink]] para o projeto em que aquilo se encaixa e o texto de origem continua ali embaixo, com a procedência colada nele.

Uma discussão inteira, com quem concordou com quem

A dúvida sobre sincronização de vault está numa thread de fórum, e as respostas boas estão nos comentários, não no post. Você captura. A regra por site manda o arquivo para Clippings/threads, e a árvore de comentários chega como citações aninhadas com a pontuação de cada uma.

Duas semanas depois você procura por “conflito de sincronização” dentro do vault e cai direto naquele trecho. A pontuação continua no arquivo, então dá para ver qual resposta a comunidade endossou sem voltar ao fórum – que, aliás, pode ter apagado a thread.

A mesma página capturada duas vezes

Você já tinha capturado a página de uma política de plataforma em janeiro. Em abril captura de novo, sem lembrar da primeira. O arquivo antigo não é sobrescrito: o novo entra com sufixo numérico ao lado dele.

Os dois ficam na mesma pasta, com a mesma origem no frontmatter e datas diferentes. Uma comparação de texto entre eles no seu editor mostra o parágrafo que mudou, e é uma comparação que nenhum favorito permitiria fazer.

Comparado com os outros caminhos

Cada uma destas rotas leva uma página até o vault, e todas são usadas por alguém hoje. A terceira coluna diz o preço de cada uma, sem poupar a desta extensão.

Como se leva hojeO que chega no vaultO que custa
Plugin da comunidadeNota criada dentro do próprio ObsidianDepende de o Obsidian estar aberto e de o plugin sobreviver à próxima atualização
Servidor REST localGravação automatizada, roteirizávelUma porta escutando na sua máquina e um serviço a mais para manter de pé
Link `obsidian://`Um clique cria a notaFalha com endereço que tem caractere especial, e exige o aplicativo aberto
Copiar e colarO texto, com o menu do site juntoSeis passos manuais por página, e a fonte fica de fora se você esquecer
Guardar nos favoritosUm ponteiro, em um cliqueNão entra na busca do vault e não vira nota nenhuma
Clean ClipperO arquivo `.md` aparece na pasta liberada, com frontmatterO navegador precisa conceder a pasta; a extensão não completa nota existente nem atualiza índice

Quando o arquivo não aparece

Por que o navegador está pedindo a pasta de novo?

A permissão de gravar numa pasta vive no perfil do navegador. Ela some quando você limpa os dados do site, usa outro perfil ou uma janela anônima, ou quando a pasta muda de lugar no disco – mover o vault para outro drive é o caso mais comum. Aponte a pasta de novo nas opções: a extensão não guarda cópia do caminho fora do navegador.

Gravei a nota e o Obsidian não mostra ela. Por quê?

Ou a pasta escolhida está fora do vault, ou o vault ainda não releu o disco. O Obsidian indexa a pasta ao abrir e observa mudanças enquanto está aberto; um arquivo gravado com ele fechado aparece na próxima abertura. Se continuar não aparecendo, confira nas opções se o caminho é mesmo a raiz do vault, e não uma pasta com nome parecido ao lado dele.

Porque o arquivo foi renomeado depois de você linkar. O Obsidian liga pelo nome, então mudar o modelo de nome de arquivo no meio do caminho quebra o que já estava ligado. Defina o modelo antes de começar e não mexa mais; se precisar mudar, renomeie de dentro do Obsidian, que aí ele reescreve os links por você.

Por que a imagem some quando eu abro a nota sem internet?

Porque a imagem é um link para o site original, não um arquivo ao lado da nota – a extensão não baixa binário. Sem rede, o link não resolve. Alguns sites ainda bloqueiam a exibição a partir de outra origem, e aí a figura não aparece nem com internet. Se os pixels importam, salve a imagem à parte, ou coloque imagens em “ignorar” e não deixe o buraco na nota.

Onde ele para

Ele grava dentro da pasta que você escolheu, e em lugar nenhum além dela. Não lê o seu vault, não indexa suas notas, não cria link entre elas e não sabe quais tags você usa. Não sincroniza nada: a sincronização entre aparelhos continua sendo do Obsidian Sync, do iCloud ou do que você já usa. E não baixa imagem – o link aponta para o site original, então a nota depende daquele site para mostrar a figura.

Instalar no Chrome – grátisExtensão gratuita por inteiro, sem conta e sem cadastro.

Perguntas

Como ele ganha permissão de gravar no meu vault?
Você escolhe a pasta uma vez, nas configurações da extensão. O navegador pede a sua confirmação e guarda a permissão. Nada fora dessa pasta é tocado.
Ele sobrescreve uma nota que já existe?
Não. Nome repetido ganha um sufixo numérico, então a captura anterior da mesma página continua lá.
Funciona com Logseq ou Joplin?
Funciona. Qualquer ferramenta que leia arquivos Markdown de uma pasta serve igual – a extensão grava .md comum com frontmatter YAML.
Preciso do Obsidian aberto na hora de capturar?
Não. O arquivo é gravado pelo navegador, direto na pasta. O Obsidian pega a nota na próxima vez que olhar para o vault.
Dá para escolher quais campos entram no frontmatter?
Dá. Cada propriedade – title, source, author, published, extraction – liga e desliga em separado, e o modelo de nome do arquivo é seu.
A extensão lê as minhas notas?
Não. A permissão que o navegador concede é de gravar dentro da pasta que você escolheu, e a extensão não abre, não indexa e não envia nada do que já está lá. Ela também não faz requisição de rede nenhuma, então não existe para onde o conteúdo do vault ir.
Dá para mandar cada site para uma subpasta diferente?
Dá. As regras por site casam com um padrão de endereço e definem subpasta, tratamento de imagem e frontmatter próprios. É como documentação vai para um lugar e discussão para outro sem você escolher a cada captura.
E se eu capturar a mesma página duas vezes?
A segunda ganha sufixo numérico e a primeira fica intacta. A extensão nunca sobrescreve, justamente porque duas capturas da mesma página em datas diferentes costumam ser a informação mais útil que você tem sobre aquele texto.
As propriedades funcionam com Dataview?
Funcionam, porque o frontmatter é YAML padrão. source, date e extraction viram campos consultáveis, então dá para listar tudo que veio de um domínio ou tudo que foi lido dos dados estruturados.
Funciona com o vault sincronizado por iCloud ou Drive?
Funciona: para a extensão é uma pasta comum no disco. Quem sincroniza continua sendo o seu serviço, e vale gravar com a pasta local montada, e não num caminho que só existe quando o cliente de nuvem está rodando.