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Para quem é

Texto de origem limpo para a sua CAT tool

Texto de origem colado de uma página web vem com a navegação junto, e cada item de menu vira um segmento que você tem que pular. Tirar isso antes de importar é mais rápido que filtrar depois. Num corpus de 109 páginas sobraram 102 linhas de navegação repetida, contra 282, 478 e 491 dos motores comparados.

Os segmentos que não são texto

Você importa a página na ferramenta e a contagem dá oitocentos segmentos onde deveriam existir duzentos. Os outros seiscentos são item de menu, rodapé institucional e “compartilhar no” repetidos em cada seção. Antes de traduzir a primeira frase você passa quarenta minutos marcando o que ignorar, e alguns escapam para o texto final.

O ruído ainda contamina a memória de tradução. Segmento de menu confirmado por engano volta como sugestão no projeto seguinte, e a estatística de correspondência deixa de significar alguma coisa. Limpar a memória depois é bem mais caro que não ter deixado o lixo entrar.

O terceiro problema é que a página é viva e a entrega é datada. Você traduz o que estava no ar na segunda; na quinta o cliente abre o site, encontra dois parágrafos novos e pergunta por que não foram traduzidos. Sem uma cópia do texto de origem no estado em que você trabalhou, a conversa vira palavra contra palavra no meio de uma cobrança. Um arquivo com o endereço e a data no cabeçalho encerra o assunto em dez segundos.

O que muda na importação

Quatro segmentos limpos, e nenhum item de menu entre elesbrasil.un.org/pt-br/sdgs
## Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

1. Erradicação da pobreza
2. Fome zero e agricultura sustentável
3. Saúde e bem-estar
4. Educação de qualidade

Preparar o arquivo de origem

A configuração é uma vez só e serve a um objetivo: a contagem de segmentos precisa bater com o texto que você realmente vai traduzir, e não com o menu do site.

  1. Instale a extensão e abra as opções pelo botão direito no ícone. Confira que a interface está no idioma que você prefere: ela acompanha a configuração do navegador.
  2. Aponte a pasta de destino para o diretório do projeto de tradução, junto dos arquivos que você já entrega ao cliente.
  3. Coloque {date}-{domain}-{title} no modelo de nome de arquivo. A data no nome é o que documenta em qual estado da página a tradução foi feita, quando o cliente perguntar.
  4. Ligue title, source e date no frontmatter. O cabeçalho viaja com o arquivo e responde “de onde saiu este texto” sem abrir o navegador; se a sua ferramenta importar o cabeçalho como segmentos, apague as três linhas antes de importar.
  5. Coloque imagens em ignorar quando o pedido for só texto. Link de imagem costuma virar segmento inútil na ferramenta, e é um dos ruídos mais fáceis de eliminar antes da importação.
  6. Na página de origem, escolha o idioma antes de capturar. A extensão converte o que está na tela, então a versão capturada é a que o seletor de idioma do site estava mostrando.

Ajustes de quem traduz

Estes valores partem do que acontece depois da captura: o arquivo vai ser importado numa ferramenta que segmenta tudo que encontrar, inclusive o que não é texto para traduzir.

ConfiguraçãoValorPor que esse valor aqui
PastaO diretório do projeto de traduçãoA origem fica ao lado da entrega, e a comparação depois é trivial
Modelo de nome`{date}-{domain}-{title}`Documenta em qual estado da página a tradução foi feita
Frontmatter`title`, `source`, `date` ligadosTrês linhas respondem de onde veio o texto sem abrir o navegador
ImagensIgnorarLink de imagem vira segmento inútil na lista da ferramenta
CapturaPor seleção, quando o pedido é um trechoTraduzir a página inteira porque foi ela que veio no arquivo é retrabalho
Idioma da páginaEscolhido antes da capturaA extensão converte o que está na tela, e não o que o site poderia servir
A chamada estava dentro do corpo do artigo, e entra na ordem em que o HTML a colocouuma página institucional com chamadas no meio do texto
## Como participar

As inscrições são feitas pelo formulário eletrônico e ficam abertas até o
encerramento do prazo publicado no edital.

> Leia também: calendário completo das etapas

Os documentos podem ser enviados em formato digital, desde que legíveis.

A linha de "leia também" veio junto porque o site a colocou dentro do mesmo
contêiner do texto – não ao lado dele. É um segmento a descartar, e não
seiscentos.

Três projetos na prática

Um site institucional de trinta páginas

O cliente manda uma lista de endereços. Você captura página por página; cada uma vira um .md com o endereço e a data no cabeçalho, sem menu, sem rodapé e sem a barra de compartilhamento.

A importação na ferramenta devolve uma contagem de segmentos que corresponde ao texto de verdade. Nas 109 páginas medidas sobraram 102 linhas de navegação repetida, contra 282, 478 e 491 dos motores comparados – e cada linha dessas seria um segmento a marcar como ignorado, trinta vezes.

A documentação técnica com blocos de código

A tradução é de um manual com exemplos de código no meio. Os blocos chegam marcados com a linguagem, então dá para tratá-los como não traduzíveis em bloco, em vez de deixar a ferramenta segmentar cada linha de comando.

No corpus técnico a marca da linguagem sobreviveu em 73 de 156 blocos, contra 20 e 0 dos motores comparados. Onde a página não declarou a linguagem, o bloco chega sem marca: um chute erraria em silêncio, e num manual isso vira erro publicado.

A entrega questionada duas semanas depois

O cliente diz que faltou um trecho. Você abre o arquivo de origem capturado, com data e endereço no cabeçalho, e o trecho não está lá.

A comparação com a página no ar mostra que ele foi publicado depois. A conversa deixa de ser sobre memória e passa a ser sobre datas, e o novo trecho vira um orçamento adicional em vez de uma discussão.

Comparado com o preparo usual

Cada uma destas rotas leva um texto de site até a ferramenta de tradução. A terceira coluna é o custo honesto de cada uma, esta extensão incluída.

Como se prepara hojeO que chega na ferramentaO que custa
Copiar e colar num documentoO texto, com menu e rodapé juntoQuarenta minutos marcando o que ignorar, e alguns escapam para a entrega
Importar o endereço direto na ferramentaA página como o servidor a entregaVem a versão servida para robô, e o conteúdo atrás de login fica de fora
Salvar a página como HTMLA marcação inteira, com estilosA ferramenta segmenta atributo e script, e a limpeza vira um projeto à parte
Trabalhar direto no navegadorNada: você traduz olhando a telaSem memória de tradução, sem contagem e sem registro do estado da página
Pedir o arquivo de origem ao clienteO texto como ele existe no sistema deleNem sempre existe, e quando existe costuma chegar depois do prazo
Clean ClipperTexto corrido com negrito, itálico, links, código e listas em MarkdownSem XLIFF, sem TMX, sem alinhamento e sem contagem – e sempre a versão de idioma que está na tela

Quando a importação sai suja

Por que ainda sobraram alguns segmentos de menu?

Porque o site colocou aqueles blocos dentro do corpo do artigo, e não ao lado dele. Quando a chamada está no mesmo contêiner do texto, ela é parte do artigo do ponto de vista da estrutura da página, e a extensão não adivinha a intenção do editor. A diferença prática é de escala: são duas ou três linhas a descartar, e não seiscentas.

Por que a ordem dos parágrafos ficou estranha?

Em página de layout complexo, a ordem que chega é a ordem do HTML, que nem sempre é a ordem visual. Quando o site posiciona uma chamada com estilo, ela pode aparecer na sequência em que estava na marcação. A extensão não reordena nada de propósito: reordenar por posição na tela mudaria o texto em casos onde a ordem do HTML é a correta.

Capturei a página e veio no idioma errado. Por quê?

Porque foi esse o idioma que o site estava mostrando. A extensão converte o que o navegador renderizou, então o seletor de idioma da página decide o resultado – inclusive quando o site escolheu o idioma sozinho, pela sua localização. Troque o idioma na página, confirme na tela e capture de novo.

Por que o negrito virou texto comum em alguns trechos?

Porque naquele trecho o site não usou marcação de ênfase, e sim um estilo visual aplicado por classe. O Markdown recebe o que a página declarou semanticamente; um texto que só parece negrito por causa da folha de estilo não tem como ser distinguido de texto comum na conversão.

O que ele não faz

Ele não traduz nada e não fala com nenhum motor de tradução. Não exporta XLIFF, TMX nem formato bilíngue: a saída é um arquivo .md de origem, e a segmentação é da sua ferramenta. Não alinha original e tradução. E não garante ordem em página de layout complexo – quando o site coloca chamadas no meio do texto, elas podem entrar na sequência em que estavam no HTML.

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Perguntas

Ele preserva a formatação em linha?
Preserva. Negrito, itálico, links, código e listas viram o equivalente em Markdown, que a maioria das CAT tools trata como tag inline.
Dá para capturar página em qualquer idioma?
Dá. A extração foi medida em 403 páginas dos cinquenta sites mais acessados de doze países europeus, mais as centenas mais acessadas do mundo e da Rússia – zero falhas em todas elas.
A interface fala português?
Fala. A extensão está traduzida para catorze idiomas e segue a configuração do seu navegador.
Ele exporta XLIFF?
Não. A saída é Markdown, que as ferramentas importam direto. A conversão para formato bilíngue continua sendo da sua CAT tool.
Serve para orçar um trabalho por contagem de palavras?
Serve como base, porque a contagem sai sobre o texto real, sem o menu inflando o número. Confirme sempre na ferramenta que você usa para faturar.
O frontmatter atrapalha na importação?
Depende da ferramenta: algumas tratam o bloco YAML como metadado e outras o segmentam como texto. São três ou quatro linhas no topo do arquivo, e apagá-las antes de importar leva um segundo – ou você desliga os campos nas opções quando o destino for sempre a CAT tool.
Dá para capturar as duas versões de idioma da mesma página?
Dá: troque o idioma no site, capture de novo e você fica com dois arquivos. O que a extensão não faz é alinhar os dois – o alinhamento continua sendo trabalho da sua ferramenta.
E página em idioma com escrita da direita para a esquerda?
Captura normalmente, porque o Markdown é texto puro e não carrega direção própria. A exibição depende do editor que você abrir, e o conteúdo chega na mesma ordem em que estava no documento.
A extensão manda o texto para algum tradutor automático?
Não. Ela não traduz nada e não faz requisição de rede nenhuma: a conversão acontece dentro do navegador e o arquivo fica na sua pasta. O que você faz com ele depois é decisão sua.
Serve para material de cliente atrás de login?
Serve, desde que você já esteja logado e vendo a página. A extensão lê o que o navegador renderizou para a sua sessão, e como não faz requisição nenhuma, nada daquele material sai da sua máquina.